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	<title>Comentários sobre Focus Visão Brasil</title>
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	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
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		<title>Comentário sobre Ricardo Baitelo por Consuelo Gonçalves</title>
		<link>http://www.visaobrasil.org/2010/03/ricardo-baitelo/comment-page-1/#comment-212</link>
		<dc:creator>Consuelo Gonçalves</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 May 2010 19:52:45 +0000</pubDate>
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		<description>Prezado Sr. Ricardo Baitelo,
 
Meu nome é Consuelo Gonçalves, sou estudante de jornalismo da Universidade São Judas Tadeu e estou fazendo um trabalho para a faculdade sobre a Usina de Belo Monte. 
 
Meu trabalho tem como objetivo explorar alternativas para os meios de captação de energia elétrica alternativos a essa usina. Mais específicamente, gostaria de apresentar pelo menos uma possível solução eficiênte para a não construção da usina.
 
Tenho muito interesse em saber sua opinião em relação ao que foi escrito a cima. O senhor poderia me dar uma breve entrevista? Se preferir pode ser por e-mail, ou posso ligar.
 
Desde já agradeço sua atenção,
 
Consuelo Gonçalves</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Sr. Ricardo Baitelo,</p>
<p>Meu nome é Consuelo Gonçalves, sou estudante de jornalismo da Universidade São Judas Tadeu e estou fazendo um trabalho para a faculdade sobre a Usina de Belo Monte. </p>
<p>Meu trabalho tem como objetivo explorar alternativas para os meios de captação de energia elétrica alternativos a essa usina. Mais específicamente, gostaria de apresentar pelo menos uma possível solução eficiênte para a não construção da usina.</p>
<p>Tenho muito interesse em saber sua opinião em relação ao que foi escrito a cima. O senhor poderia me dar uma breve entrevista? Se preferir pode ser por e-mail, ou posso ligar.</p>
<p>Desde já agradeço sua atenção,</p>
<p>Consuelo Gonçalves</p>
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	<item>
		<title>Comentário sobre Focus recebe comentários sobre estudos até 30 de abril por CIB</title>
		<link>http://www.visaobrasil.org/2010/04/focus-recebe-comentarios-sobre-estudos-ate-30-de-abril/comment-page-1/#comment-197</link>
		<dc:creator>CIB</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 20:37:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.visaobrasil.org/?p=1345#comment-197</guid>
		<description>Duas das principais recomendações do estudo da Focus para o setor, no que diz respeito a encontrar soluções para uma produção sustentável de soja no Brasil, abordam os transgênicos de maneira temerosa e ameaçadora à produção agrícola convencional ou, especificamente, a agroecológica.
A análise nos parece bastante equivocada, sobretudo pelo fato de estar baseada em premissas já superadas por diversos estudos científicos.
No décimo terceiro ano desde a introdução da biotecnologia agrícola no Brasil, os benefícios econômicos obtidos pelos produtores rurais acumulam o montante de US$ 2,9 bilhões. Do benefício econômico gerado, a soja, por ser a cultura que adotou a biotecnologia há mais tempo, é a responsável pela maior fatia deste benefício, 78% do total.
Esses são resultados de um estudo realizado pela consultoria brasileira Céleres, que avaliou os benefícios socioambientais da biotecnologia agrícola no Brasil: 1996 – 2009. No que diz respeito ao meio ambiente, a adoção dos transgênicos na agricultura nacional também impactou positivamente. Considerando o uso da água, a biotecnologia no Brasil contribuiu efetivamente com a redução de 12,6 bilhões de litros, o que significaria abastecer uma população de 287,2 mil pessoas no período de 1996/97 a 2008/09.

Desse total, a soja participou com 95%, o que é justificado pela extensão da área plantada e pelo fato desta tecnologia estar disponível no mercado para comercialização há mais tempo: desde 2003, oficialmente, e desde 1997, quando os produtores trouxeram as primeiras sementes de soja GM da Argentina.

O levantamento apontou ainda que, com relação à redução no consumo de óleo diesel observado nas lavouras transgênicas, o benefício alcançou 104,8 milhões de litros economizados. Tal volume seria suficiente para abastecer uma frota de 43,7 mil veículos leves no período de 1996/97 a 2008/09. Outro benefício analisado foi a redução na emissão de CO2 decorrente da queima do óleo diesel utilizado no maquinário agrícola. No mesmo período, as lavouras com adoção de biotecnologia foram responsáveis pela redução de 270,4 mil toneladas de CO2, o que representaria a preservação de 2 milhões de árvores de floresta ripária. Assim, não é verdade, como diz o texto da Focus, que a soja contribui para  a degradação ambiental.

A Biotecnologia é tão importante para o desenvolvimento da soja que a Embrapa já está desenvolvendo soja resistente à seca, para evitar que a soja seja uma das culturas que mais sofrerá com as mudanças climáticas, de acordo com estudo da própria empresa, citado no texto (Embrapa e Unicamp 2008). Desta forma, a empresa se antecipa às possíveis mudanças climáticas e se prepara para ter plantas que possam ser cultivadas no SuL e no Cerrado nordestino, evitando possíveis prejuízos  para os agricultores. Isto não é considerado no texto.

A análise da produção de soja GM no Sul, como diz o texto, evidenciando o aumento do volume de ingrediente ativo utilizado no manejo da cultura, se deve ao simples ato deste ter substituído vários outros usados no plantio convencional; tal incremento, no entanto, incide nos ingredientes ativos de menor impacto no meio ambiente e na saúde do trabalhador rural. Com mais duas diferentes tecnologias já aprovadas pela CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, uma delas desenvolvida pela EMBRAPA, o agricultor terá à sua disposição três alternativas biotecnológicas que poderá usar em sistema de rotação, evitando o aparecimento de mato resistente, flexibilizando a utilização da tecnologia pelo agricultor e aumentando seu rendimento. Ou seja, o texto da Focus está desatualizado em relação às tecnologias já aprovadas no Brasil.

Contrariamente do que diz o texto, o Brasil tem uma das mais severas Leis de Biossegurança, que obriga avaliação caso a caso de organismos geneticamente modificados, que incluem tanto a biossegurança alimentar como ambiental. Esses protocolos já são adotados no Brasil desde 1996. Só são aprovados para produção comercial os OGMs que são comprovadamente seguros para a alimentação humana e animal e para o meio ambiente. Assim, não tem cabimento e nem embasamento técnico a recomendação “Investir no desenvolvimento de metodologias independentes de avaliação do impacto ambiental dos transgênicos, já que é preciso provar que não causam danos à saúde humana e ao meio ambiente. Ademais, o Brasil deve adotar um rígido protocolo de biossegurança antes de liberar o plantio de novas variedades de transgênicos, como vêm fazendo os outros países”. Este texto demonstra falta total de informação do sistema regulatório de biossegurança brasileiro.

As lavouras transgênicas reduzem custos e aumentam a produtividade, uma vez que permitem o controle mais adequado das plantas invasoras. Com isso, reduz-se significativamente a necessidade de expansão das áreas cultivadas. 
A aplicação da biotecnologia na agricultura, particularmente no Brasil, um dos maiores produtores do mundo, traz para o campo uma evolução tecnológica essencial para reduzir os custos de produção, produzir alimentos com melhor qualidade e desenvolver práticas agrícolas menos impactantes no meio ambiente. 

Alda Lerayer – Engenheira Agrônoma, Doutora em Genética e Melhoramento e Diretora-Executiva do CIB</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Duas das principais recomendações do estudo da Focus para o setor, no que diz respeito a encontrar soluções para uma produção sustentável de soja no Brasil, abordam os transgênicos de maneira temerosa e ameaçadora à produção agrícola convencional ou, especificamente, a agroecológica.<br />
A análise nos parece bastante equivocada, sobretudo pelo fato de estar baseada em premissas já superadas por diversos estudos científicos.<br />
No décimo terceiro ano desde a introdução da biotecnologia agrícola no Brasil, os benefícios econômicos obtidos pelos produtores rurais acumulam o montante de US$ 2,9 bilhões. Do benefício econômico gerado, a soja, por ser a cultura que adotou a biotecnologia há mais tempo, é a responsável pela maior fatia deste benefício, 78% do total.<br />
Esses são resultados de um estudo realizado pela consultoria brasileira Céleres, que avaliou os benefícios socioambientais da biotecnologia agrícola no Brasil: 1996 – 2009. No que diz respeito ao meio ambiente, a adoção dos transgênicos na agricultura nacional também impactou positivamente. Considerando o uso da água, a biotecnologia no Brasil contribuiu efetivamente com a redução de 12,6 bilhões de litros, o que significaria abastecer uma população de 287,2 mil pessoas no período de 1996/97 a 2008/09.</p>
<p>Desse total, a soja participou com 95%, o que é justificado pela extensão da área plantada e pelo fato desta tecnologia estar disponível no mercado para comercialização há mais tempo: desde 2003, oficialmente, e desde 1997, quando os produtores trouxeram as primeiras sementes de soja GM da Argentina.</p>
<p>O levantamento apontou ainda que, com relação à redução no consumo de óleo diesel observado nas lavouras transgênicas, o benefício alcançou 104,8 milhões de litros economizados. Tal volume seria suficiente para abastecer uma frota de 43,7 mil veículos leves no período de 1996/97 a 2008/09. Outro benefício analisado foi a redução na emissão de CO2 decorrente da queima do óleo diesel utilizado no maquinário agrícola. No mesmo período, as lavouras com adoção de biotecnologia foram responsáveis pela redução de 270,4 mil toneladas de CO2, o que representaria a preservação de 2 milhões de árvores de floresta ripária. Assim, não é verdade, como diz o texto da Focus, que a soja contribui para  a degradação ambiental.</p>
<p>A Biotecnologia é tão importante para o desenvolvimento da soja que a Embrapa já está desenvolvendo soja resistente à seca, para evitar que a soja seja uma das culturas que mais sofrerá com as mudanças climáticas, de acordo com estudo da própria empresa, citado no texto (Embrapa e Unicamp 2008). Desta forma, a empresa se antecipa às possíveis mudanças climáticas e se prepara para ter plantas que possam ser cultivadas no SuL e no Cerrado nordestino, evitando possíveis prejuízos  para os agricultores. Isto não é considerado no texto.</p>
<p>A análise da produção de soja GM no Sul, como diz o texto, evidenciando o aumento do volume de ingrediente ativo utilizado no manejo da cultura, se deve ao simples ato deste ter substituído vários outros usados no plantio convencional; tal incremento, no entanto, incide nos ingredientes ativos de menor impacto no meio ambiente e na saúde do trabalhador rural. Com mais duas diferentes tecnologias já aprovadas pela CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, uma delas desenvolvida pela EMBRAPA, o agricultor terá à sua disposição três alternativas biotecnológicas que poderá usar em sistema de rotação, evitando o aparecimento de mato resistente, flexibilizando a utilização da tecnologia pelo agricultor e aumentando seu rendimento. Ou seja, o texto da Focus está desatualizado em relação às tecnologias já aprovadas no Brasil.</p>
<p>Contrariamente do que diz o texto, o Brasil tem uma das mais severas Leis de Biossegurança, que obriga avaliação caso a caso de organismos geneticamente modificados, que incluem tanto a biossegurança alimentar como ambiental. Esses protocolos já são adotados no Brasil desde 1996. Só são aprovados para produção comercial os OGMs que são comprovadamente seguros para a alimentação humana e animal e para o meio ambiente. Assim, não tem cabimento e nem embasamento técnico a recomendação “Investir no desenvolvimento de metodologias independentes de avaliação do impacto ambiental dos transgênicos, já que é preciso provar que não causam danos à saúde humana e ao meio ambiente. Ademais, o Brasil deve adotar um rígido protocolo de biossegurança antes de liberar o plantio de novas variedades de transgênicos, como vêm fazendo os outros países”. Este texto demonstra falta total de informação do sistema regulatório de biossegurança brasileiro.</p>
<p>As lavouras transgênicas reduzem custos e aumentam a produtividade, uma vez que permitem o controle mais adequado das plantas invasoras. Com isso, reduz-se significativamente a necessidade de expansão das áreas cultivadas.<br />
A aplicação da biotecnologia na agricultura, particularmente no Brasil, um dos maiores produtores do mundo, traz para o campo uma evolução tecnológica essencial para reduzir os custos de produção, produzir alimentos com melhor qualidade e desenvolver práticas agrícolas menos impactantes no meio ambiente. </p>
<p>Alda Lerayer – Engenheira Agrônoma, Doutora em Genética e Melhoramento e Diretora-Executiva do CIB</p>
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	<item>
		<title>Comentário sobre Focus recebe comentários sobre estudos até 30 de abril por Marcelo Gravina de Moraes</title>
		<link>http://www.visaobrasil.org/2010/04/focus-recebe-comentarios-sobre-estudos-ate-30-de-abril/comment-page-1/#comment-196</link>
		<dc:creator>Marcelo Gravina de Moraes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 14:54:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.visaobrasil.org/?p=1345#comment-196</guid>
		<description>Sobre “Os Desafios e Oportunidades para a produção da Soja Sustentável no Brasil”
publicada pela FOCUS.

        O texto faz uma análise sobre a expansão do plantio da cultura da soja, o processamento dos grãos, a comercialização do produto, o modelo de financiamento da lavoura da soja, assim como os impactos sociais e ambientais. Finaliza fazendo diversas recomendações, notadamente em relação às questões ambiental e de comercialização da soja.
	A análise, de modo geral, contém acertos ao apontar um cenário de sustentabilidade ambiental e econômica do sistema produtivo da soja. Entretanto, os problemas de sustentabilidade apontados não são exclusivos desse sistema produtivo. Pelo contrário. Outras culturas e, mesmo a pecuária, que é citada pelos autores como uma alternativa à soja, possuem também impactos negativos importantes sobre o meio ambiente e sobre a renda do produtor. Além disso, os autores não mencionam os impactos ambientais e sociais de alguns cultivos denominados de subsistência e de pecuária extensiva. É exatamente esse o erro da análise: supervalorizar as críticas sobre os desequilíbrios e subestimar a mudança que a sojicultura trouxe para a vida de milhares de pessoas em todas as regiões do Brasil. Segundo o texto: “a soja foi ganhando espaço de lavouras de subsistência e pequenas plantações voltadas para o mercado interno de alimentos, reduzindo áreas plantadas com feijão, milho e mandioca”. Entretanto, uma má escolha no tipo de cultura a ser plantada pode ter impacto negativo sobre a economia doméstica dos produtores, da região ou do país, conforme a escala da adoção. Os agricultores teriam, de fato, como sustentar suas vidas com a renda obtida da comercialização?  
        O erro de percepção se repete quando os autores citam uma possível “erradicação” da cultura do café pela introdução da soja. Na verdade, a redução da área cultivada do café e de muitos outros cultivos possibilitou que uma maior especialização dos agricultores aumentasse a produtividade e a qualidade do produto colhido. Outra interpretação equivocada diz respeito à afirmação de que a soja se mantém em áreas de pequenas propriedades da região sul graças à rotação (o correto é sucessão) entre a soja e trigo. Sem a soja, poucos produtores teriam condições de continuar a plantar trigo, cultivo que apresenta obstáculos técnicos para a produção, além de problemas de qualidade e baixo preço, o que diminui sua rentabilidade. Ou seja, sem o plantio da soja talvez nem existisse trigo nessas propriedades. 
          Entre as tantas questões levantadas, gostaria de concentrar a minha análise na questão ambiental, uma vez que o texto cita um possível passivo ambiental do modelo de produção da soja. O texto fala sobre a menor capacidade de infiltração de água em relação a outras culturas. Isso não é correto, pois, se considerarmos a adoção do plantio direto da soja onde os resíduos da cultura são deixados na superfície do solo, sem incorporação, o que ocorre é exatamente uma maior infiltração da água e redução da erosão. Exatamente o contrário do que salienta o texto. Além disso, a prática do plantio direto da soja mantém o teor de matéria orgânica no solo e reduz a necessidade de adubação. 
Também não foi levado em conta pelos autores que a soja contribui para a fixação biológica do nitrogênio e para a fertilidade dos solos por ser uma leguminosa. Por fim, o uso do plantio direto reduz muito o trânsito de máquinas na lavoura, o que permite a redução de combustível e, por consequência, a diminuição da emissão de gases de efeito estufa.
	Na questão da biodiversidade de ecossistemas, a exemplo do Cerrado e da Amazônia, existe um diagnóstico correto sobre a necessidade de evitar a expansão agrícola em áreas com vocação para preservação ambiental. A solução para esse caso é o uso de toda a tecnologia possível e adequada para o aumento da produtividade. Ironicamente, as tecnologias que mais contribuem para isso (uso de insumos e a introdução de transgênicos), são as mesmas criticadas pelos autores. 
            No caso das lavouras transgênicas, a redução de custos e o aumento da produtividade em virtude do controle mais adequado das plantas invasoras têm permitido que os produtores não necessitem expandir as áreas cultivadas em suas propriedades. Existe uma expressiva redução de mão-de-obra, o que possibilita que o agricultor se dedique a outras atividades, que inclui a diversificação da produção. Além disso, o uso da soja transgênica reduz o uso de água devido à diminuição do número de aplicações de defensivo agrícola e também o uso de combustível, gerando menos gases de efeito estufa. 
         A soja transgênica é cultivada no Brasil e nos demais grandes produtores há diversas safras. A cultura é diversificada em virtude das muitas variedades de soja desenvolvidas por instituições públicas e privadas. A maior parte da área de soja do Brasil é constituída por transgênicos. Trata-se de um caso de sucesso tecnológico sem precedentes. Quase todos os estudos sobre a segurança do uso da soja transgênica na alimentação animal e humana apontam para a ausência de diferenças entre esse produto e o convencional. Algumas pesquisas que levantaram possíveis problemas sequer conseguiram ser reproduzidas. 
        A soja transgênica, assim como o milho e o algodão, é também segura para o meio ambiente. A adoção da soja transgênica resultou no uso de herbicidas com princípio ativo menos tóxico. Não existe relato sobre efeito significativo na microbiota do solo pelo uso desse herbicida que traga prejuízos adicionais a outros métodos de controle de invasoras. Pelo contrário, ocorreu uma redução do preparo do solo, o que tem um efeito positivo na microbiota do solo. O surgimento de invasoras resistentes é um problema de manejo que pode ser solucionado com assistência técnica adequada. Esse não é um problema exclusivo da soja transgênica, ocorrendo também com a cultura de soja convencional. 
        Por fim, o texto aponta possíveis soluções para os problemas levantados. Algumas são importantes e, em parte, já são usadas por uma parcela dos produtores, como é o caso da rotação de culturas (ex. alternância de área de pastagem com o plantio de soja). Também é importante destacar a questão levantada no tocante à necessidade de se evitar o uso da soja em áreas provenientes de desmatamento na Amazônia. Porém, é fundamental considerar que outras áreas da atividade agrícola (ex. pecuária extensiva) contribuem muito mais do que a soja para o problema de desmatamento. São igualmente válidas as proposições de melhorias nas condições de comercialização e incentivo do processamento do grão no Brasil, a fim de aumentar o valor agregado e incentivar a geração de empregos. 
      Entretanto, propostas como: “Desenvolver a produção agroecológica, diversificada, livre de transgênicos, adubação química e aplicação de agrotóxicos, ....” não são aplicáveis na escala de produção da agricultura brasileira, seja da soja ou de outros produtos agrícolas. Uma diminuição no uso de tecnologia avançada, conforme proposto no texto, resultaria em menores índices de produtividade, além da possibilidade de redução da qualidade do produto colhido. O reflexo de tais medidas seria o empobrecimento do produtor, a destruição de todo o sistema produtivo da cadeia de pequenas cidades e do seu setor de serviços, além do efeito contrário à solução do problema, como a necessidade de maior expansão da área para compensar especificamente as perdas de produtividade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre “Os Desafios e Oportunidades para a produção da Soja Sustentável no Brasil”<br />
publicada pela FOCUS.</p>
<p>        O texto faz uma análise sobre a expansão do plantio da cultura da soja, o processamento dos grãos, a comercialização do produto, o modelo de financiamento da lavoura da soja, assim como os impactos sociais e ambientais. Finaliza fazendo diversas recomendações, notadamente em relação às questões ambiental e de comercialização da soja.<br />
	A análise, de modo geral, contém acertos ao apontar um cenário de sustentabilidade ambiental e econômica do sistema produtivo da soja. Entretanto, os problemas de sustentabilidade apontados não são exclusivos desse sistema produtivo. Pelo contrário. Outras culturas e, mesmo a pecuária, que é citada pelos autores como uma alternativa à soja, possuem também impactos negativos importantes sobre o meio ambiente e sobre a renda do produtor. Além disso, os autores não mencionam os impactos ambientais e sociais de alguns cultivos denominados de subsistência e de pecuária extensiva. É exatamente esse o erro da análise: supervalorizar as críticas sobre os desequilíbrios e subestimar a mudança que a sojicultura trouxe para a vida de milhares de pessoas em todas as regiões do Brasil. Segundo o texto: “a soja foi ganhando espaço de lavouras de subsistência e pequenas plantações voltadas para o mercado interno de alimentos, reduzindo áreas plantadas com feijão, milho e mandioca”. Entretanto, uma má escolha no tipo de cultura a ser plantada pode ter impacto negativo sobre a economia doméstica dos produtores, da região ou do país, conforme a escala da adoção. Os agricultores teriam, de fato, como sustentar suas vidas com a renda obtida da comercialização?<br />
        O erro de percepção se repete quando os autores citam uma possível “erradicação” da cultura do café pela introdução da soja. Na verdade, a redução da área cultivada do café e de muitos outros cultivos possibilitou que uma maior especialização dos agricultores aumentasse a produtividade e a qualidade do produto colhido. Outra interpretação equivocada diz respeito à afirmação de que a soja se mantém em áreas de pequenas propriedades da região sul graças à rotação (o correto é sucessão) entre a soja e trigo. Sem a soja, poucos produtores teriam condições de continuar a plantar trigo, cultivo que apresenta obstáculos técnicos para a produção, além de problemas de qualidade e baixo preço, o que diminui sua rentabilidade. Ou seja, sem o plantio da soja talvez nem existisse trigo nessas propriedades.<br />
          Entre as tantas questões levantadas, gostaria de concentrar a minha análise na questão ambiental, uma vez que o texto cita um possível passivo ambiental do modelo de produção da soja. O texto fala sobre a menor capacidade de infiltração de água em relação a outras culturas. Isso não é correto, pois, se considerarmos a adoção do plantio direto da soja onde os resíduos da cultura são deixados na superfície do solo, sem incorporação, o que ocorre é exatamente uma maior infiltração da água e redução da erosão. Exatamente o contrário do que salienta o texto. Além disso, a prática do plantio direto da soja mantém o teor de matéria orgânica no solo e reduz a necessidade de adubação.<br />
Também não foi levado em conta pelos autores que a soja contribui para a fixação biológica do nitrogênio e para a fertilidade dos solos por ser uma leguminosa. Por fim, o uso do plantio direto reduz muito o trânsito de máquinas na lavoura, o que permite a redução de combustível e, por consequência, a diminuição da emissão de gases de efeito estufa.<br />
	Na questão da biodiversidade de ecossistemas, a exemplo do Cerrado e da Amazônia, existe um diagnóstico correto sobre a necessidade de evitar a expansão agrícola em áreas com vocação para preservação ambiental. A solução para esse caso é o uso de toda a tecnologia possível e adequada para o aumento da produtividade. Ironicamente, as tecnologias que mais contribuem para isso (uso de insumos e a introdução de transgênicos), são as mesmas criticadas pelos autores.<br />
            No caso das lavouras transgênicas, a redução de custos e o aumento da produtividade em virtude do controle mais adequado das plantas invasoras têm permitido que os produtores não necessitem expandir as áreas cultivadas em suas propriedades. Existe uma expressiva redução de mão-de-obra, o que possibilita que o agricultor se dedique a outras atividades, que inclui a diversificação da produção. Além disso, o uso da soja transgênica reduz o uso de água devido à diminuição do número de aplicações de defensivo agrícola e também o uso de combustível, gerando menos gases de efeito estufa.<br />
         A soja transgênica é cultivada no Brasil e nos demais grandes produtores há diversas safras. A cultura é diversificada em virtude das muitas variedades de soja desenvolvidas por instituições públicas e privadas. A maior parte da área de soja do Brasil é constituída por transgênicos. Trata-se de um caso de sucesso tecnológico sem precedentes. Quase todos os estudos sobre a segurança do uso da soja transgênica na alimentação animal e humana apontam para a ausência de diferenças entre esse produto e o convencional. Algumas pesquisas que levantaram possíveis problemas sequer conseguiram ser reproduzidas.<br />
        A soja transgênica, assim como o milho e o algodão, é também segura para o meio ambiente. A adoção da soja transgênica resultou no uso de herbicidas com princípio ativo menos tóxico. Não existe relato sobre efeito significativo na microbiota do solo pelo uso desse herbicida que traga prejuízos adicionais a outros métodos de controle de invasoras. Pelo contrário, ocorreu uma redução do preparo do solo, o que tem um efeito positivo na microbiota do solo. O surgimento de invasoras resistentes é um problema de manejo que pode ser solucionado com assistência técnica adequada. Esse não é um problema exclusivo da soja transgênica, ocorrendo também com a cultura de soja convencional.<br />
        Por fim, o texto aponta possíveis soluções para os problemas levantados. Algumas são importantes e, em parte, já são usadas por uma parcela dos produtores, como é o caso da rotação de culturas (ex. alternância de área de pastagem com o plantio de soja). Também é importante destacar a questão levantada no tocante à necessidade de se evitar o uso da soja em áreas provenientes de desmatamento na Amazônia. Porém, é fundamental considerar que outras áreas da atividade agrícola (ex. pecuária extensiva) contribuem muito mais do que a soja para o problema de desmatamento. São igualmente válidas as proposições de melhorias nas condições de comercialização e incentivo do processamento do grão no Brasil, a fim de aumentar o valor agregado e incentivar a geração de empregos.<br />
      Entretanto, propostas como: “Desenvolver a produção agroecológica, diversificada, livre de transgênicos, adubação química e aplicação de agrotóxicos, &#8230;.” não são aplicáveis na escala de produção da agricultura brasileira, seja da soja ou de outros produtos agrícolas. Uma diminuição no uso de tecnologia avançada, conforme proposto no texto, resultaria em menores índices de produtividade, além da possibilidade de redução da qualidade do produto colhido. O reflexo de tais medidas seria o empobrecimento do produtor, a destruição de todo o sistema produtivo da cadeia de pequenas cidades e do seu setor de serviços, além do efeito contrário à solução do problema, como a necessidade de maior expansão da área para compensar especificamente as perdas de produtividade.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Marina Silva por Focus promoveu debate sobre o setor energético e economia de baixo carbono &#171; Focus Visão Brasil</title>
		<link>http://www.visaobrasil.org/2010/03/marina-silva/comment-page-1/#comment-19</link>
		<dc:creator>Focus promoveu debate sobre o setor energético e economia de baixo carbono &#171; Focus Visão Brasil</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 16:55:47 +0000</pubDate>
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		<description>[...] A mesa de encerramento do evento contou com a participação do economista e professor do Insper/SP, Eduardo Gianetti, com o Presidente do Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro e professor do departamento de economia da PUC-RJ, Sérgio Besserman, e com a senadora e candidata à presidência da República pelo PV, Marina Silva. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] A mesa de encerramento do evento contou com a participação do economista e professor do Insper/SP, Eduardo Gianetti, com o Presidente do Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro e professor do departamento de economia da PUC-RJ, Sérgio Besserman, e com a senadora e candidata à presidência da República pelo PV, Marina Silva. [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Sérgio Besserman por Focus promoveu debate sobre o setor energético e economia de baixo carbono &#171; Focus Visão Brasil</title>
		<link>http://www.visaobrasil.org/2010/03/sergio-besserman/comment-page-1/#comment-18</link>
		<dc:creator>Focus promoveu debate sobre o setor energético e economia de baixo carbono &#171; Focus Visão Brasil</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 21:11:40 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro e professor do departamento de economia da PUC-RJ, Sérgio Besserman, e com a senadora e candidata à presidência da República pelo PV, Marina [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro e professor do departamento de economia da PUC-RJ, Sérgio Besserman, e com a senadora e candidata à presidência da República pelo PV, Marina [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Eduardo Giannetti por Focus promoveu debate sobre o setor energético e economia de baixo carbono &#171; Focus Visão Brasil</title>
		<link>http://www.visaobrasil.org/2010/03/eduardo-giannetti/comment-page-1/#comment-17</link>
		<dc:creator>Focus promoveu debate sobre o setor energético e economia de baixo carbono &#171; Focus Visão Brasil</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 21:10:40 +0000</pubDate>
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		<description>[...] mesa de encerramento do evento contou com a participação do economista e professor do Insper/SP, Eduardo Gianetti, com o Presidente do Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] mesa de encerramento do evento contou com a participação do economista e professor do Insper/SP, Eduardo Gianetti, com o Presidente do Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de [...]</p>
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		<title>Comentário sobre Otávio Vianna por Focus promoveu debate sobre o setor energético e economia de baixo carbono &#171; Focus Visão Brasil</title>
		<link>http://www.visaobrasil.org/2010/03/otavio-vianna/comment-page-1/#comment-16</link>
		<dc:creator>Focus promoveu debate sobre o setor energético e economia de baixo carbono &#171; Focus Visão Brasil</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 21:09:32 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Dias Homma, Coordenador Executivo do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Vale e Otávio Lobão Vianna, Chefe do Departamento de Operações de Meio Ambiente BNDES, deixaram claro que o investimento em [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Dias Homma, Coordenador Executivo do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Vale e Otávio Lobão Vianna, Chefe do Departamento de Operações de Meio Ambiente BNDES, deixaram claro que o investimento em [...]</p>
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		<title>Comentário sobre Katsuo Homma por Focus promoveu debate sobre o setor energético e economia de baixo carbono &#171; Focus Visão Brasil</title>
		<link>http://www.visaobrasil.org/2010/03/katsuo-homma/comment-page-1/#comment-15</link>
		<dc:creator>Focus promoveu debate sobre o setor energético e economia de baixo carbono &#171; Focus Visão Brasil</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 21:02:14 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Beatriz Espinosa, Gerente Geral de Eficiência Energética e Mudança Climática da Petrobras, Katsuo Dias Homma, Coordenador Executivo do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Vale e Otávio Lobão [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Beatriz Espinosa, Gerente Geral de Eficiência Energética e Mudança Climática da Petrobras, Katsuo Dias Homma, Coordenador Executivo do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Vale e Otávio Lobão [...]</p>
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		<title>Comentário sobre Ricardo Baitelo por Focus promoveu debate sobre o setor energético e economia de baixo carbono &#171; Focus Visão Brasil</title>
		<link>http://www.visaobrasil.org/2010/03/ricardo-baitelo/comment-page-1/#comment-14</link>
		<dc:creator>Focus promoveu debate sobre o setor energético e economia de baixo carbono &#171; Focus Visão Brasil</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 20:50:37 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Ricardo Baitelo, do Greenpeace, criticou a prevalência da energia hidrelétrica em nossa matriz energética. ”Não é uma opção socialmente justa, pois gera grande impacto ambiental. Podemos ter um sistema energético inteligente para o país, que busque várias fontes de energia”, disse. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Ricardo Baitelo, do Greenpeace, criticou a prevalência da energia hidrelétrica em nossa matriz energética. ”Não é uma opção socialmente justa, pois gera grande impacto ambiental. Podemos ter um sistema energético inteligente para o país, que busque várias fontes de energia”, disse. [...]</p>
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		<title>Comentário sobre José Eli da Veiga por Alexandre</title>
		<link>http://www.visaobrasil.org/2010/03/jose-eli-da-veiga/comment-page-1/#comment-13</link>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 18:43:55 +0000</pubDate>
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		<description>ótima iniciativa! muita informaçao consistente. Até que enfim alguem tomou a iniciativa de tocar nestes temas tao delicados.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ótima iniciativa! muita informaçao consistente. Até que enfim alguem tomou a iniciativa de tocar nestes temas tao delicados.</p>
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